16/11/2017

Ato pede mobilização da população contra fechamento de unidades da Petrobras no Paraná

A participação da Petrobras no PIB do Paraná varia entre 7% e 10% . Somente a Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas ) gera mais de R$ 2 bi de ICMS , ou seja, 81% do total do imposto arrecadado pelo município de Araucária. A Usina de Xisto representa mais de 50% do total da arrecadação de São Mateus do Sul. O sistema Petrobras no Paraná gera mais de cinco mil empregos diretos e mais de dez mil diretos. Os dados foram apresentados no ato público em defesa do sistema Petrobras, realizado na noite desta terça-feira, 14, no plenarinho da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado estadual Tadeu Veneri.

Para o deputado, é preciso que a sociedade entenda que tem muito a perder com a venda da Petrobras. E que é preciso despertar o sentimento de resistência na população. “Uma grande parcela da sociedade sabe o que significa a privatização de setores estratégicos para o desenvolvimento do país porque isso aconteceu a partir de 1993 por um período. Talvez, a sociedade não esteja vendo como resistir a esse processo. Nós temos a responsabilidade de mostrar os caminhos”, afirmou Veneri.

Ao final do ato, os participantes aprovaram uma série de ações para conscientizar a população sobre as consequências do desmonte do sistema Petrobras. Entre elas, a abertura de comitês de defesa da Usina de Xisto e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Outra das iniciativas é convidar parlamentares estaduais e federais a visitarem as unidades da Petrobras no Paraná.



O presidente do Sindipetro no Paraná e Santa Catarina, Mario Dal Zot, disse que a privatização do sistema pretendida pelo atual governo está levando ao sucateamento da Usina do Xisto, de São Mateus. A unidade não recebe mais investimentos, sem os quais não é possível desenvolver o processo de aproveitamento do subproduto do xisto, que daria um impulso à rentabilidade da unidade. “Vários estudos apontam que o subproduto do xisto é viável para uso na agricultura como fertilizantes. Mas não há interesse em investir ”, afirmou.

Para Zot, houve uma redução dos investimentos no sistema Petrobras por uma escolha da atual gestão da empresa, que trabalha para favorecer a importação fertilizantes e as corporações internacionais.” Parece que essa direção não está trabalhando para o Brasil”, disse Zo, que apelou à sociedade paranaense para que pressione pela preservação da Usina, alertou o representante do Sindipetro.

O diretor do Sindiquímica, Gerson Castellano, destacou que o sistema Petrobras representa “ o sonho de construção de uma nação autônoma e soberana” e que o processo de desmonte do sistema torna o país refém das multinacionais. O representante do Sindiquímica destacou a importância da planta de Nitrogenados de Araucária, que começou a operar entrou 1982, foi privatizada em 1993 e readquirida pela Petrobras em 2013, quando passou a integrar o portfólio de produção de fertilizantes da empresa.

O Coordenador nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, ressaltou que a população precisa valorizar o papel da Petrobras no desenvolvimento da sociedade brasileira. “Estão vendendo nosso patrimônio para favorecer o mercado financeiro. O desmonte da Petrobras não interessa ao povo brasileiro”, destacou.

Rosangela Maria, técnica de manutenção plena da Petrobras disse que a desvalorização da empresa é para entregar de graça para as corporações internacionais. “É importante que a sociedade se engaje na luta contra este projeto entreguista que está mexendo com a vida de todos os trabalhadores brasileiros”, comentou.

 

Autor: Assessoria deputado Tadeu Veneri


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