14/11/2017

Governo Beto Richa ainda estuda cortar salários de professores PSS

O governo do Paraná continua com estudos para promover corte salarial dos professores contratados por meio do processo seletivo simplificado (PSS). Essa é a suspeita da APP-Sindicato e do deputado estadual professor Lemos (PT). Hoje, o sindicato organizou uma conversa com pelo menos 200 profissionais para discutir os possíveis cortes. A ideia do governo estadual seria cortar R$ 500 por padrão em 2018. Já o deputado apontou que o governador Beto Richa (PSDB) elegeu os servidores públicos, principalmente os da educação, como inimigos do governo. Ele ainda questionou a divulgação das finanças estaduais que são utilizadas pelo secretário Mauro Ricardo para promover os novos cortes.

Segundo a APP-Sindicato, no estudo, professores temporários que recebem R$ 1.415,78 por uma jornada de 20h semanais podem passar a receber R$ 915,78. Valor menor que salário mínimo regional, que hoje é de R$ 1.223,30. Neste ano, o governo contratou cerca de 20 mil professores PSS para completar o quadro de educadores. A expectativa é que o número de contratados seja semelhante no próximo ano.

Para o presidente do sindicato, Hermes Leão, os servidores serão mais uma vez penalizados. “A média salarial do PSS já é a mais baixa de todo o funcionalismo público, e embora a Seed se diga contra a medida, nós não temos percebido na fala da secretária Ana Seres a defesa dos direitos da categoria”, aponta.

O estudo também foi questionado pelo deputado Lemos durante sessão da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele comentou que “há membros do governo que querem a redução e outros que não querem. Isso é um absurdo”. O deputado protocolou pedido de explicações diretamente ao governador Beto Richa para que ele suspenda o estudo.

O deputado também cobrou números do governo estadual com relação as contas do estado. Segundo Lemos, a arrecadação do estado tem crescido com impostos. “É outra mentira contada. Não sabemos para quem. O Paraná vai crescer em 2018 em torno de 2% do PIB. O Paraná vai arrecadar até 8% a mais no ano que vem. Por isso não justifica perseguir os servidores públicos e negar a reposição salarial. Essas medidas trazem impacto à economia do estado”.

Com essas “políticas de austeridade”, Beto Richa cortou hora atividade dos profissionais, retirando cerca de 500 milhões de reais da educação, prejudicando profissionais e estudantes. “Eu repudio o ataque do governo aos profissionais da educação, as sete universidades estaduais que estão tendo que passar o chapéu para poder pagar as contas. Os servidores públicos não são os inimigos que devem ser abatidos pelo governo”, complementa.

Autor: Manolo Ramires | Porém.net


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