09/04/2018

Beto Richa tem muita “sorte” na justiça

O governador Beto Richa, desde que assumiu o governo, vem sofrendo várias ações na Justiça por conta de denúncias de violência contra servidores, financiamento irregular de campanha e corrupção em várias instâncias do executivo. O resultado é quase sempre o mesmo, os processos são extintos ou param em alguma instância da Justiça, sem condenação.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na ação proposta pelo Ministério Público sobre o massacre dos professores no 29 de abril (leia matéria das páginas 4 e 5). O governador, o secretário de Segurança Pública e comandantes da operação foram denunciados por conta da repressão que deixou mais de 200 pessoas feridas. Em seu despacho, a juíza aqui do Paraná extinguiu a ação e acabou culpando os manifestantes feridos pela violência porque, segundo ela, teriam "instigado o conflito”.

Já na Operação Publicano, o governador foi acusado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral (caixa 2) num esquema em que fiscais cobravam propinas para aliviar o pagamento de impostos por parte de empresários. Segundo um delator, parte desse dinheiro sujo teria sido repassado para a campanha do governador em 2014. A investigação foi interrompida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e depois confirmada pela segunda turma do STF.

A Operação Quadro Negro foi um esquema em que construtoras eram pagas para construir ou reformar escolas e recebiam mesmo sem terem executado o serviço. Também há acusações de que dinheiro teria sido repassado ilegalmente para a campanha do governador. Estão ainda envolvidos nas denúncias o irmão de Richa, José Richa Filho (`Pepe` Richa), secretário estadual de Infraestrutura e Logística, e outros funcionários de primeiro escalão. As investigações prosseguem, mas dificilmente avançarão em relação ao governador, como o que ocorreu nas outras ações.

Uma das poucas vezes em que Richa se deu mal na Justiça foi na ação em que ele e a esposa, Fernanda Richa, foram condenados pelo juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3.ª Vara da Fazenda Pública, a devolverem aos cofres do Estado os valores gastos pelo casal em um final de semana em Paris, num hotel cinco-estrelas, em outubro de 2015. Tudo pago com dinheiro público. Ele recorreu da sentença.
 

Autor: Edição: Ednubia Ghisi


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