03/04/2018

Péricles e Aliel reivindicam Instituto Federal para Ponta Grossa e Castro

Deputado Péricles de Mello e o reitor do IFPR em Curitiba, Odacir Antonio Zanatta

A instalação do Instituto Federal do Paraná (IFPR) nas cidades de Ponta Grossa e Castro foi objeto de uma reivindicação dos deputados Péricles de Holleben Mello (estadual-PT) e Aliel Machado (federal-PSB) junto ao reitor do IFPR em Curitiba, Odacir Antonio Zanatta, na manhã desta terça-feira, 3 de abril.

“Conversamos com o reitor por mais de uma hora e meia e ele nos prometeu elaborar uma proposta a ser enviada ao Ministério da Educação para que sejam implantados em Ponta Grossa e Castro campi avançados do IFPR de Curitiba. A ideia de uma extensão de um campus já existente facilitaria a contratação de novos professores e técnicos e agilizaria o processo”, relata Péricles.

O deputado Aliel, que deve assumir em breve a vice-presidência da Comissão de Educação na Câmara Federal, conversou com o reitor por telefone e paralelamente agendou uma audiência com o ministro da Educação, José Mendonça Filho, para tratar do mesmo assunto.

Segundo Aliel, muitos professores de campi diversos do Paraná alertaram para a mudança de critérios para instalação de novos institutos, pois já não há impedimento para cidades que possuam também universidades tecnológicas, como é o caso de Ponta Grossa.

Para o deputado Péricles, a instalação de um IF em Ponta Grossa iria suprir uma demanda deixada pela extinção dos cursos técnicos de nível médio na UTFPR. “O instituto poderia formar mão de obra para as vocações já consolidadas na nossa cidade, como dos setores metal-mecânico, da madeira, de alimentação e agora do turismo, principalmente utilizando o imenso potencial que temos com a Escarpa Devoniana”, disse.

Emenda pode garantir extensão

Na reunião de hoje, o reitor afirmou que já havia iniciado conversas com os prefeitos de Castro e Ponta Grossa sobre o assunto e elogiou a bancada federal do Estado por destinar emenda impositiva ao Orçamento da União no valor de R$ 29,6 milhões para o IF. “Zanatta afirmou que esses recursos podem facilitar a implementação dos campi que estamos reivindicando. Como essas unidades atingem também várias cidades vizinhas, o Paraná todo estaria praticamente coberto de oferta de cursos técnicos, pois em outras regiões já existem institutos federais”, conta Péricles.

Governo do Estado

Para viabilizar a proposta, Péricles também está comprometido em buscar junto ao governo do Estado apoio para a instalação. “Vamos conversar com a vice-governadora, que deve assumir em breve o Estado, para que também abrace essa causa. Tenho certeza que todas as lideranças da região também estão conosco para que essa ideia se torne realidade”.

 Campi avançados

A ideia de implantar, pelo menos a princípio, campi avançados nas cidades, agilizaria o processo para a construção de um campus definitivo para cada uma delas no futuro. Isso porque um campus completo exigiria a contratação de pelo menos 70 professores e 45 técnicos, além das funções gratificadas, o que poderia atrasar o processo. Já no caso da construção de dois campi avançados, seria possível iniciar cada um com a contratação de 20 professores e 13 técnicos, além de algumas funções gratificadas.

Vocações locais

Um dos principais diferenciais do Instituto Federal é que a escolha dos cursos a serem oferecidos à população passa pelo estudo dos arranjos produtivos locais de acordo com a vocação de cada região.

Além disso, o IF se caracteriza pela formalização de saberes anteriormente adquiridos e saberes informais, certificando pessoas que estudaram em outras instituições ou que se tornaram profissionais através da prática. “No litoral, por exemplo, o IF certificou pescadores artesanais. No Sudoeste, há um trabalho com benzedeiras que aplicam práticas integrativas de saúde. Essas práticas, inclusive, já estão regulamentadas pelo Sistema Único de Saúde. Ao passar pelo instituto, as pessoas complementam saberes e conseguem uma certificação formal podendo atuar de forma legal em suas profissões”, diz Péricles.

Autismo

Na reunião com o reitor Zanatta, outro tema discutido foi uma possível parceria para qualificar servidores públicos para diagnóstico e tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Já falamos com a vice-governadora sobre o assunto e temos a disposição de um instituto internacional para dar a capacitação. Sendo assim, essa parceria também poderia contar com a colaboração do instituto federal, sendo uma ponte entre o Estado e a instituição norte-americana. Além disso, o instituto federal já conta com um núcleo de inclusão e isso facilitaria ainda mais o processo”, sugere o deputado do PT.

Cultura da Paz

A instalação do Instituto Federal nas cidades de Castro e Ponta Grossa também poderá abrir espaço para qualificação de defensores populares e mediadores comunitários. “A Cultura da Paz dialoga diretamente com a Justiça Restaurativa e o IF poderia também qualificar profissionais para atuar nessa área em parceria com o Cejusc – Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania. A atuação de pessoas que convivem nas próprias comunidades como mediadores e defensores ajuda a combater a violência, mudando o foco atual das políticas públicas voltadas à repressão para a prevenção de conflitos, dando protagonismo para as partes e fazendo com que todos possam achar soluções pacíficas”, finaliza Péricles.

Autor: Assessoria deputado Péricles de Mello


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